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[Comparativo] Mazda 3 HB MZ-CD 1.6 / VW Golf VI 2.0I TDI 110cv

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[Comparativo] Mazda 3 HB MZ-CD 1.6 / VW Golf VI 2.0I TDI 110cv

Mensagem por Cavaleiro em Dom Jul 05 2009, 21:35



Sempre que aparece um novo modelo
inscrito no segmento C, é mais do que certo que irá cruzar o caminho do
Golf. Pudera, esta ultima geração, a sexta, é a actual referência da
classe e tem ganho todos os comparativos em que entrou. É incontornável
levar o novo Mazda 3 ao seu encontro. Esta é a melhor maneira de aferir
o real valor do modelo nipónico, o qual surge bastante modificado face
ao seu antecessor: apesar da plataforma ser a mesma, os engenheiros da
marca dedicaram-se ao reforço estrutural para assegurar maior rigidez;
o habitáculo foi completamente redesenhado e apresenta-se mais
apelativo à vista e ao tacto; finalmente, os designers foram bem
sucedidos na missão de criar um automóvel mais emotivo, que reforça a
actual identidade visual da Mazda.

O novo 3 tem uma postura
atlética e desperta os sentidos para a condução, mesmo estando parado.
A gama inclui um Diesel plenamente alinhado com esta filosofia, o 2.2
MZR-CD com 185 cv, mas a realidade nacional favorece os motores a
gasóleo mais “definhados”, daí que tenhamos escolhido o 1.6 MZ-CD de
109 cv. Para respeitar a tal veia dinâmica do Mazda, surge aqui na
especificação Sport e custa 26 239 euros, um valor atractivo face ao
equipamento já incluído e que em muito se deve à competitividade fiscal
dos 119 g/km de emissões de CO2. O VW Golf 2.0 TDI de 110 cv anuncia os
mesmos 119 g/km de CO2 e esta versão Confortline chega aos 26 791
euros, mas não inclui faróis bi-xénon direccionais nem conexão
bluetooth, como acontece no Mazda.

Duas expressões, um objectivo
Aquele
sorriso rasgado do 3 contrapõe-se à expressão sisuda do Golf, mas ambos
têm uma aparência robusta e muito consistente. O modelo da Mazda
consegue mesmo disfarçar o facto de ser 26 centímetros mais comprido
que o VW, o que é uma diferença considerável para carros do mesmo
segmento. Curiosamente, isso não se reflecte positivamente no
habitáculo, já que é no Golf que os ocupantes do banco traseiro viajam
com maior à-vontade, além de ter uma bagageira um nadinha maior.

Ainda
assim, o 3 é espaçoso q.b. e está plenamente apto para o papel de carro
familiar, com esta evolução a representar um importante salto
qualitativo face ao seu antecessor. O condutor leva pouco tempo a
adaptar-se à nova disposição ergonómica dos comandos, a selecção mais
criteriosa dos materiais cria uma agradável experiência táctil e a
posição de condução continua a ser correcta. O tablier tem um formato
abaulado e aquele rasgo semi-elíptico no topo alberga as informações do
computador de bordo, facílimo de consultar durante a condução e
controlado a partir do volante multi-funções.

O Golf aposta num
jogo mais discreto, mas o resultado é tão ou mais impressionante e
continua a haver aquela percepção de que o seu habitáculo está um passo
à frente. Os revestimentos de melhor qualidade combinam-se com uma
arrumação pragmática das principais funções, a relaxante iluminação
ambiente beneficia as viagens nocturnas e a postura ao volante não
merece reparos, independentemente da estatura do condutor. Outra
notória diferença a bordo surge quando rodamos a chave: o 2.0 TDI é
mais refinado a frio do que o 1.6 MZ-CD depois de horas em
funcionamento.

Mazda está quase, quase lá…
Os
motores fecharam o anterior parágrafo e servem para dar início ao
capítulo da condução. O 1.6 MZ-CD do Mazda consegue ser quase tão
poupado quanto o 2.0 TDI do VW e nivela-se com este nas prestações.
Aliás, é notável como estes automóveis familiares, capazes de consumos
reais em torno dos 6 l/100 km, asseguram uma progressão dinâmica quando
se lhes pede um pouco mais de ânimo.

Contudo, o défice de
cilindrada nota-se pelo menor à-vontade com que se deixa levar,
especialmente nos meios urbanos. Basicamente, o condutor do 3 tem de
antecipar a aceleração para conseguir um arranque convicto, já que se
nota preguiça abaixo das 2000 rpm. O Golf consegue ser um pouco mais
expedito na resposta, com o turbo a “pegar ao serviço” mais cedo – em
contraponto com a prestação “tudo ou nada” do seu rival na transição
dos baixos para os médios regimes – e a realçar a suavidade da
condução, já beneficiada pela acção bem calibrada de todos os comandos.

Em
ambos os casos, fica a impressão de que um pouco mais de “músculo” não
lhes faria mal nenhum. A solidez estrutural, as quatro suspensões
independentes e os travões de disco em ambos os eixos – infelizmente,
os do Mazda são prematuros na fadiga – executam um bom trabalho ao
serviço da estabilidade a alta velocidade, da eficácia em estradas
sinuosas e do bem-estar dos ocupantes. Qualquer um deles encara com
indiferença o asfalto degradado, o que lhes confere um comportamento
homogéneo nas mais variadas circunstâncias, mas os pneus de perfil mais
alto beneficiam a comodidade a bordo do VW.
O resultado final dá
vantagem ao Golf, que continua com as notas mais altas da classe, mas
vale a pena equacionar o novo Mazda 3 como uma alternativa credível aos
“best-sellers” do segmento.

Fonte: AHO
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